Remela, ranho e chulé… o português que poucos te ensinam 🤢🇵🇹

Fonte: gerado por ChatGPT
Quando aprendemos português, começamos normalmente com palavras bonitas:
- olá,
- obrigado,
- por favor.
Mas depois chega a vida real 😅 E é aí que te sentes perdido/a, porque de repente ouves: remela, ranho, escarros, cera, chulé…Bem-vindo/a à vida real em português 🇵🇹
🧑🦱 Cabelo
Caspa
Aquelas partículas brancas no couro cabeludo.
Tens caspa nos ombros. | Este shampoo é para a caspa.
🎥 Vídeo: 8:30 a 8:33
Sebo
Gordura ou sensação de cabelo ou pele sujo(a) / oleoso(a).
Tenho o cabelo cheio de sebo.
Também pode ser usado quando a pessoa tem a pele muito oleosa.
🎥 Vídeo: 10:10 a 10:12
👀 Olhos
Remela (“Eye booger” / “sleep crust”)
Aquela “coisinha” que aparece nos olhos quando acordas.
Tens remela no olho.| Espera aí, deixa-me tirar a remela.
👃 Nariz
Ranho
Muco do nariz.
O miúdo está cheio de ranho | Assoa-te, tens ranho.
🎥 Vídeo: 10:34 a 10:36
👉 “Ranhoso” também existe e pode descrever alguém sujo ou irritante.
Macacos (Boogers)
Em Portugal, “macacos” também pode significar restos de ranho seco dentro do nariz.
É uma palavra muito usada de forma informal.
Não metas os dedos no nariz para tirar macacos. | Tens um macaco no nariz.
🎥 Vídeo: 1:10 a 1:17
👄 Boca
Escarro
Muco expelido da garganta.
Que nojo, o chão tem escarros.| Ele estava sempre a escarrar.
Baba
Saliva que sai da boca, especialmente quando alguém está a dormir, a babar-se ou muito concentrado na comida.
Acordaste com baba na almofada. | O cão estava cheio de baba.| Estás a babar-te por causa da pizza.
👉 “Babar-se” também pode significar desejar muito alguma coisa, estar interessado em alguém.
Mau hálito
Quando a boca cheira mal.
Acho que tenho mau hálito. | Café e tabaco dão mau hálito.
Bafo
Forma informal de dizer: mau hálito. Muito usada em Portugal.
Outra forma menos forte é ‘cheirar mal da boca’
Hoje estou com um bafo. | Tens um bafo a café.
Cuspo ou cuspe
Saliva cuspida.
Não mandes cuspo para o chão. | Estavas a falar e saiu cuspo
🎥 Vídeo: 3:43 a 3:49
Gosma (mais suave)
Substância viscosa e nojenta.
Havia uma gosma no chão.
Perdigoto
“Perdigoto” é uma palavra muito informal usada em Portugal para descrever: restos de saliva, comida ou líquido viscoso na boca ou nos lábios.
É uma palavra muito popular entre crianças, famílias e em conversas descontraídas 😄
Estava sempre a sair-lhe perdigotos da boca enquanto falava.
🤧 Garganta
Catarro
Muco espesso na garganta ou peito, usado quando alguém está doente.
Estou cheio de catarro.| Esta gripe dá muito catarro.
👂 Ouvidos
Cera
Simples, direta e desagradável 😄
Tens cera nos ouvidos. | Não uses cotonetes para tirar a cera.
🥵 Sovacos
Sovaco – Suor/ cheirar a suor
“Sovaco” é uma forma informal de dizer “axila”. Muitas vezes aparece em expressões relacionadas com suor ou mau cheiro.
Estou a transpirar dos sovacos| Que cheiro a suor!
🐎Cheirar a cavalo
Expressão portuguesa para alguém muito suado ou mal lavado.
Depois do ginásio cheirava a cavalo.
🎥 Vídeo: 2:36 a 2:39
🤢 Barriga
Arroto (Burp)
Dei um arroto enorme. | Ele deu um arroto e nem pediu desculpa.
🎥 Vídeo: 32:12 a 32:18
Pum ou peido (informal)
A forma infantil e mais comum de dizer “fart”.
Quem deu o pum? | Que cheiro horrível, deste um peido?
🎥 Vídeo: 0:13 a 0:15
👙 Partes íntimas
Cheirar a bacalhau ou cheirar a peixe
Usado para dizer que a mulher tem mau cheiro íntimo. Pode ser considerado um insulto muito vulgar, por isso atenção!
Credo…ela cheira a bacalhau. Nunca na vida.
⚠️Mais uma vez, trata-se de uma expressão bastante ofensiva e depreciativa. É melhor evitá-la.
👣 Pés
Chulé
Uma palavra MUITO portuguesa e significa mau cheiro nos pés.
Esses ténis cheiram a chulé. | Que cheiro a chulé!
🎥 Vídeo: 5:46 a 5:50
Cheirar a queijo
muito usado para dizer que estás a cheirar a chulé
Estas meias cheiram a queijo.
💩 A palavra inevitável…
Cocó
Sim, os portugueses dizem muito “cocó” 😄
O bebé fez cocó. | Pisares cocó dá azar ou sorte?
👉 Forma vulgar e menos suave: merda.
Dica cultural 🇵🇹 quando os portugueses não gostam de uma pessoa, às vezes, dizem de forma criativa: ” Vai pela sombra que a merda ao sol derrete!”. Atenção isto é um insulto/ provocação.
Os portugueses usam MUITO humor e exagero para falar destas coisas nojentas. Muitas destas palavras são informais e criativas.
Por isso vais ouvir expressões como:
- “Que nojo”
- “Credo”
- “Que cheiro horrível”
- “Vou vomitar”
mesmo em conversas normais entre amigos 😄
Aprender estas palavras pode não parecer muito elegante… mas ajuda-te imenso a perceber portugueses reais 😄
E acredita:
vais ouvir estas expressões MUITAS vezes em Portugal.
👉 Qual destas palavras já conhecias?
Pare de dizer só “és bonito/a”: expressões reais usadas em Portugal 🇵🇹🔥

Fonte: gerado por ChatGPT
Guia da cultura portuguesa para falar de pessoas bonitas (com muito estilo)
Em Portugal, chamar alguém de bonito não é só dizer “és bonito”. Há toda uma arte subtil, meio tímida, meio provocadora, cheia de expressões, olhares e palavras que mudam conforme a geração, a região e o nível de flirt. 😏
Porque uma coisa é dizer: “Ele é giro”.
Outra completamente diferente é: “Meu Deus… aquele homem é um perigo público”.
Vamos mergulhar no vocabulário português da atração, dos crushes e das pessoas que fazem qualquer café da Baixa parecer uma cena de um filme. ☕✨
O básico: palavras portuguesas para dizer que alguém é bonito/a
😊 Giro/a
O clássico nacional.
💡 Em Portugal, “giro/a” é provavelmente a forma mais comum e natural de dizer que alguém é bonito, simpático ou atraente sem soar demasiado intenso.
“Ela é mesmo gira”/ “Aquele rapaz é giro, por acaso”
minuto 1:31 ao 1:33
✨ Tem um tom leve, casual e simpático.
🌸 Bonito/a
Sentido mais direto.
💡 É universal, mas às vezes soa um bocadinho mais “tradicional” ou neutro.
“Ela é muito bonita” / “Que menino bonito”
minuto 11:34 ao 11:38
😏 Jeitoso/a
Atraente com charme.
💡 Muito português. Não significa necessariamente “modelo da Vogue”, mas alguém com boa presença, charme e aquele “não sei quê”.
“Ele é jeitoso” / “Ela é bem jeitosa”
minuto 3:33 ao 3:35
✨Tem um tom mais flirt e ligeiramente mais físico do que “giro”.
🔥 Quando alguém está MESMO bom/boa
Agora entramos no território da tasca, do grupo de amigos, do TikTok português e dos comentários que começam com:
🥵 Bom / Boa
O equivalente direto de hot.
💡 Simples, eficaz e perigosíssimo dependendo do contexto. 😅
“Aquela mulher é boa” / “Ele fica muito bom com aquele fato”
✨Mais físico e sexualizado. Não é tão inocente como “giro”.
💣 Um avião
Pessoa absurdamente atraente.
💡 Clássico português. Muito usado para homens e mulheres.
“Ela é um avião” / “Aquele homem é um avião”
✨ É tipo: beleza + presença + impacto visual.
🔥 Tudo no sítio
💡 Significa que alguém está “fortíssimo”, atraente.
“Viste a Ana? Ela está com tudo no sítio!”
minuto 3:33 ao 3:35
👀 “Ter pinta”
🔎 Pessoa com estilo natural.
💡 Em Portugal, às vezes o charme vale mais do que beleza perfeita.
“Ele não é lindíssimo, mas tem muita pinta” / “Ela tem uma pinta”
minuto 7:31 ao 7:40
✨ “Ter pinta” = presença + estilo + confiança.
💘 Expressões portuguesas mais crush vibes
😍 “Que pão!”
Muito usado entre jovens (e não só).
💡 Chamar “pão” a alguém = pessoa extremamente atraente.
“Meu Deus, aquele rapaz é um pão”
🍷 “Que canhão”
Pessoa explosivamente bonita.
“Ela é um canhão”
✨ Mais intenso, mais físico, mais “uau”. Atenção só deve ser usado em situações informais.
😺“Que gato/a” ou “Gatão/Gataça-Gatona”
Pessoa atraente e bonita, com presença e sensualidade
Viste o Afonso? Ele ontem estava um gatão!
🌽“És boa como o milho”
Piropo focado no atrativo físico e sensual de uma mulher. É demasiado informal, só deve ser dito entre amigos.
Aquela atriz é boa como o milho.
🇵🇹 A diferença cultural portuguesa
Em Portugal, o flirt português vive muito de: ironia, subtileza e olhares, ou seja de “não estou a dizer nada… mas estou a dizer tudo”.
Por isso, muitas vezes:
“Até é giro…” -> na verdade significa: “estou emocionalmente comprometido com aquela pessoa há 3 semanas”
💘 Frase final portuguesa por excelência
“Não é propriamente bonito… mas tem qualquer coisa (especial).”
E honestamente?
Em Portugal, isso costuma ser o nível máximo de atração. 😌🇵🇹
✍️Já conhecias estas expressões? Conheces mais alguma?
O desafio lindo de aprender uma língua
Neste post podes descobrir os desafios, as frustrações, os momentos engraçados e as pequenas vitórias que fazem parte da aprendizagem de uma língua estrangeira. Porque aprender uma língua não é apenas estudar vocabulário e gramática — é também crescer, ganhar coragem e abrir portas para novas culturas.
Aprender uma língua muitas vezes parece ser algo romântico: Pensamos sobre sentar-nos no café e falar fluentemente com os habitantes locais. Mas a realidade parece um pouco diferente. O caminho para aprender uma língua é muitas vezes cheio de pedras, frustrações e obstáculos, que não esperamos.
Aprender uma língua é uma viagem – às vezes desafiadora, mas sempre enriquecedora e cheia dos momentos pequenos com sucesso. Além disso, nem sempre é fácil esse processo enorme de que tantas vezes se fala no meio das dificuldades.
Para mim – um dos grandes problemas é a quantidade de vocabulário, das regras de gramática, dos tempos, das estruturas das frases – no começo, tudo parece como uma montanha confusa. Muito frustrante é esquecer muitas coisas que aprendi há pouco tempo.
A quantidade das palavras, regras e tempos verbais se calhar parece esmagador, mas é exatamente aqui que está aqui a chance: Com cada palavra nova o mundo da língua abre-se passo a passo. De repente, a gente entende as palavras de uma canção, descobre palavras conhecidas num livro ou jornal, ou pode fazer uma conversa simples na língua- tudo isso parece incrivelmente motivador.
Com certeza, os erros são parte da viagem. Cada erro mostra que temos coragem de falar uma língua e usá-la ativamente. Muitas vezes, estes erros criam uma situação cómica, que não esquecemos tão rápido.
“Quando todas as pessoas querem mostra os conhecimentos de línguas estrangeiras”

Fonte: gerado por ChatGPT
Aconteceu assim num restaurante em Portugal.
Mais um aspeto interessante é a visão de uma outra cultura, que uma língua nova dá.
Não só aprendemos novas palavras, mas também outrasformas de pensar, humores, tradições e expressões idiomáticas, como já pudemos ler nesta página.
Com certeza tudo isso precisa tempo, paciência e paixão. Por um lado, pela língua; por outro, por nós, os alunos. Neste ponto, um grande beijo de agradecimento à Senhora Bárbara!
No final, aprender uma língua estrangeira não é só uma meta, mas uma experiência que vale a pena. Uma experiência que fortalece a autoconfiança, promove a abertura e mostra o que gente pode alcançar quando persiste.
🧠 Expressões interessantes:
- “passo a passo” = lentamente, pouco a pouco
- “vale a pena” = algo é importante ou compensa o esforço
- “abrir portas” = criar novas oportunidades
- “ter coragem de” = não ter medo de fazer algo
⚠️ “Cometer erros” vs. “fazer erros"
✔️ Em português, a expressão natural é: “cometer erros”
❌ “Fazer erros” não é considerado natural em português, embora exista noutras línguas como inglês (make mistakes) ou alemão (Fehler machen).
➡️ Então, quando usamos “fazer”?
Usamos “fazer” para criar, produzir ou realizar algo:
✔️ fazer exercícios
✔️ fazer um trabalho
✔️ fazer perguntas
✔️ fazer um bolo
✔️ fazer progressos
E vocês? Qual foi o momento mais engraçado, difícil ou motivador que viveram ao aprender português? 😊
Já cometeram algum erro inesquecível numa conversa? Escreve nos comentários!
Não encontrei a aplicação certa – então criei a minha para aprender português 🇵🇹
Eu não encontrei uma aplicação para melhorar o meu vocabulário, então eu fiz algo que, realmente, funciona para mim.
Começou com uma viagem
Eu e o meu marido vamos a Portugal este verão: Lisboa, Porto, Algarve, entre outros lugares. E eu recusei-me a aparecer sem falar uma palavra de português. Não porque eu tenho de, mas porque eu genuinamente quis aprender a cultura, ligar-me ao país, perceber o menu no restaurante, e quem sabe, pode ser surpreender um ou dois locais.
Eu já falo inglês, russo, arménio e um pouco francês. Eu sei como a aprendizagem de língua funciona. E eu percebi depressa que as aplicações, em geral, não eram aquilo de que eu precisava.
“Eu não quis aprender o português do Brasil, eu quis o autêntico, o português de Portugal.”
Mas a maior parte das aplicações mistura as duas variantes da língua. Então, eu decidi criar a minha própria aplicação.
A Escada de Recordação Ativa
Eu quis mesmo recordar as palavras em português, não apenas conhecer as palavras. Por isso, criei seis níveis que vão ficando cada vez mais difíceis.


| A Descoberta | Ver a palavra portuguesa, associá-la com o conceito. Cada dia. |
| O Reconhecimento | Ganhar confiança com a palavra. Cada 2 dias. |
| O Uso Ativo | Ver a palavra inglesa. Pode dizê-la em português. Cada 4 dias. |
| A Fluência Automática | O mesmo desafio, intervalo mais longo. Cada 8 dias. |
| O Domínio | Semanas depois. Ainda te lembras? Cada 24 dias. |
| O Arquivo | Conseguiste! Para o arquivo. Verifica cada 3 meses. |
Porque parece útil e motivadora
Eu adicionei algumas funcionalidades que fazem a minha aprendizagem mais rica.
🔊 As vozes portuguesas
Cada cartão de memória reproduz a palavra e a frase em português europeu, a versão autêntica.
🐟 O emoji e a frase-pista
O emoji e a frase simples ajudam-me a recordar a palavra surpreendentemente bem.
🗂️ Os temas que eu tenho interesse
A gastronomia, as viagens, as atrações culturais, eu construí os cartões pelas coisas que eu vou utilizar na minha viagem.
📅 A repetição inteligente
A aplicação regista quando revejo cada uma das palavras, então o cartão volta a aparecer segundo o seu agendamento inteligente.
A viagem é daqui a algumas semanas. Eu aprendi todos os dias. Quando chegar a Lisboa vou conseguir tomar uma bica e um pastel de nata como os locais – consegui!
Até já, Portugal.🇵🇹
✍️Estou curiosa — alguém aqui também está a aprender português com aplicações? 🇵🇹
O que caracteriza uma boa crítica?
Neste post, vais explorar os aspectos que caraterizam uma boa crítica artística em português. Através do texto, vais descobrir três critérios essenciais na análise de uma obra: o seu objetivo, a originalidade e a qualidade da produção.
Além de refletires sobre o papel da crítica, vais contactar com vocabulário rico e estruturas gramaticais muito úteis para desenvolveres a tua expressão escrita e oral em português.
Fonte: Pixabay
Faço críticas há aproximadamente três anos. Principalmente, critico peças de teatro, mas ocasionalmente também critico filmes, exposições de arte e experiências de realidade virtual.
Há três fatores principais que tenho sempre em consideração quando faço críticas:
1. Objetivo da peça
Como artista, compreendo a importância de formular qualquer crítica com cuidado e, mais importante, enquadrá-la em relação à intenção da peça. Pode haver ocasiões em que, como espectador, não goste do que vê. Pode até sentir-se desconfortável, entre outras coisas. Mas será que não é esse o propósito da obra, lançar luz sobre algo tabu? Não devemos descartar ou criticar com base apenas no gosto pessoal. A crítica deve ser sempre mediada por aquilo que é apresentado diante dos nossos olhos.
Já houve ocasiões em que uma peça foi criticada, mas, ao ler os comentários, percebe-se que vêm de um lugar de preconceito, de expectativas sobre o que gostariam que tivesse sido, em vez de avaliar o que está de facto à frente dos nossos olhos.
2. Originalidade
Valorizo muito peças que são únicas e cujo conceito nunca vi antes. O teatro deve representar todos os aspetos da nossa sociedade e acredito na importância da diversidade de histórias. Muitas vezes escolho as peças que quero analisar com base no facto de o conceito e a premissa serem novos e não serem algo que já tenha visto antes. Temos um historial de desvalorizar e sub-representar histórias sobre pessoas de determinadas origens. Por vezes, o facto de a sua história estar a ser contada já confere mais valor à peça. Uma peça não pode ser criticada isoladamente, mas sim no contexto da programação daquele teatro e do panorama teatral.
3. Qualidade da Produção
O terceiro e último fator é, obviamente, a qualidade da produção. Gosto de analisar cada elemento em separado (texto, representação, encenação, cenografia, iluminação, som, etc.), mas, mais importante, como estes diferentes elementos funcionam em conjunto. É importante que uma peça tenha um tom e um universo coesos. Por exemplo, se o texto for mau, por muito boa que seja a representação, a experiência global será deficiente. E vice-versa: se tiver um argumento incrível, mas com más interpretações, não terá o efeito desejado. No entanto, alguns elementos têm mais peso do que outros. Por exemplo, tudo parte da escrita (ou pelo menos no teatro do Reino Unido) e, por isso, a escrita tem mais peso na hora de criticar.
Criticar é a arte de ouvir, apreciar e questionar. Todos nós somos críticos quando consumimos arte. É importante ouvir as nossas próprias opiniões, questioná-las e ouvir as dos outros. Conheço críticos em quem confio mais do que nos outros pelo seu bom gosto, pela forma como analisam e pelo que priorizam quando criticam. Mas o que é maravilhoso no teatro é que nunca se consegue agradar a todos, porque o gosto de cada um é diferente. O essencial é descobrir o que gosta e, portanto, o que procura quando escolhe uma peça para assistir.
🧩Estrutura gramatical: Presente do conjuntivo vs Infinitivo Pessoal
- É importante que + presente do conjuntivo usa-se quando queremos expressar necessidade, opinião ou desejo em relação a outra pessoa ou entidade. Exemplo: É importante que uma peça tenha um tom e um universo coesos.
- É importante + infinitivo pessoal usa-se quando indicamos uma ação de forma mais geral ou quando especificamos quem a deve realizar. Exemplo: É importante ouvir as nossas próprias opiniões.
✍️E tu? Quando avalias um filme, um livro ou uma peça, quais são os critérios mais importantes para ti?
Viajar sozinho para Portugal🇵🇹 : dicas, roteiro e o que aprendi na minha primeira experiência 🇪🇸
Já pensaste em viajar sozinho? Eu também tinha dúvidas — até decidir fazê-lo.
Neste post vou falar de uma das melhores experiências que tive nos últimos anos: uma viagem sozinho para Portugal!
A minha viagem começou com sentimentos contraditórios. Quando peguei no carro para ir ao aeroporto, na verdade, estava um pouco nervoso, mas também muito entusiasmado. Ia ser a minha primeira viagem sem um amigo ou familiar ao meu lado.
De Espanha para Portugal é tudo muito rápido, por isso, em uma hora e meia de avião estaria no Porto, o meu destino.
Cheguei ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro com fome e um pouco de sono. Decidi que era o momento de falar português pela primeira vez desde que comecei as minhas aulas: “Queria uma meia de leite, por favor”. Fiquei contente: a funcionária percebeu-me perfeitamente!
O primeiro dia foi curto: chegar, passear um pouco e, finalmente, dormir. Mas percebi que já não estava tão nervoso e que as coisas iam correr bem.
Para mim, é importante manter o contacto com os meus familiares, especialmente viajando sozinho. Por isso, falei um pouco com a minha mãe e com alguns amigos, tal como faria todos os dias da viagem.
No segundo dia, fiz uma visita guiada pelo Porto. O guia foi espetacular e aproveitei para falar em português com ele. Normalmente, recomendo muito fazer tours, mas se viajares sozinho, recomendo ainda mais! É uma ótima maneira de não estares o tempo todo sozinho e de conversares com as pessoas locais.

No terceiro dia, visitei duas cidades perto do Porto: Braga e Guimarães. Foi incrível! São duas cidades com muita história e muito bonitas.

No quarto dia, o dia do regresso, ainda tive tempo para uma última atividade: visitei o Estádio do Dragão. Fica um pouco afastado do centro, mas vale a pena, até porque os preços da Uber e do transporte público em Portugal são bastante acessíveis.
Em resumo, acho que fazer viagens sozinho é uma experiência excelente e já estou a pensar na próxima. Muitas vezes é mais difícil do que viajar acompanhado, e muito diferente, mas tenho a certeza de que é uma experiência especial da qual nos lembramos sempre.
Marcadores de discurso (B1):
- por isso > Consequência / resultado
- na verdade > Reformulação / esclarecimento
- até porque > Causa / justificação
- tal como > Comparação
- em resumo > Conclusão / síntese
E tu? Já fizeste alguma viagem sozinho? Conta-me nos comentários! 👇
Aprenda português com uma tradição de Páscoa 🐣 da Dinamarca 🇩🇰
Neste post vais conhecer uma tradição de Páscoa da Dinamarca chamada “carta de enganar”. Vais aprender novo vocabulário em português A2-B1, ler um pequeno texto cultural sobre a Dinamarca e até vais poder escrever o teu próprio poema. 📝
Uma “carta de enganar” (em dinamarquês: gækkebrev) é uma tradição dinamarquesa de Páscoa. A ideia é enviar uma carta recortada com uma flor e um poema. Quem recebe a carta tem de adivinhar quem aenviou, porque quem a enviou tem de desenhar pequenos pontos, cujo número equivale ao número de letras do seu nome. Se não adivinhar o nome, tem que dar um ovo de chocolate.
Um exemplo de um poema:
“Um dia eu encontrei uma flor,
mas no mesmo dia o meu nome desapareceu,
agora terás que pensar,
para o tentares adivinhar”

Fonte: Veranda Vikings (https://www.verandavikings.com/blog/gkkebrev-the-snowdrop-teasing-letters-of-easter)
As “cartas de enganar” são mais do que cartas; elas são uma celebração da primavera e um testemunho da cultura dinamarquesa.
🧠Vocabulário:
- tradição = costume cultural
- enviar = mandar
- recortada = cortada com forma
- adivinhar = tentar descobrir
- equivale = é igual a
- testemunho = prova ou exemplo
⚠️Repara que ‘poema’ é uma palavras masculina ➡️ o poema
Poema vem do grego (poíēma) e pertence a um grupo de palavras masculinas terminadas em -a, em português.
🐣E tu, conheces alguma tradição de Páscoa portuguesa? Se quiseres podes escrever um pequeno poema de Páscoa com 3 ou 4 linhas.
Escreve nos comentários e pratica o teu português.✍️
🎥 Seis expressões idiomáticas em português explicadas num vídeo sobre um bolo especial 🍰
Olá a todos!
Este post é sobre seis expressões idiomáticas em português que aprendi na aula. Há um vídeo que fiz com a plataforma de IA HeyGen, que podem ver e que utiliza as seis expressões. Abaixo encontram-se os seus significados. Divirtam-se!
🔎Expressões idiomáticas utilizadas no vídeo:
- ficar de pé atrás = ficar desconfiado
- falar pelos cotovelos = ser muito falador
- dar com a língua nos dentes = contar um segredo
- fazer ouvidos de mercador = fingir não ouvir
- dar o braço a torcer = admitir que errou
- ter dor de cotovelo = ter inveja
Espero que vocês tenham gostado deste vídeo. Boa aprendizagem a tod@s!
🤔 Conseguem criar uma frase com uma destas expressões idiomáticas? Deixem as vossas respostas nos comentários! ✍️
ℹ️Esta postagem foi desenvolvida com o apoio de ferramentas de Inteligência Artificial (HeyGen).
1.º Encontro Luso-Espanhol sobre Empreendedorismo Sociocultural em Salamanca com a participação da Baulas
No dia 17 de abril de 2026, Salamanca vai receber o 1.º Encontro Luso-Espanhol sobre Empreendedorismo Sociocultural. Este evento reúne profissionais, investigadores, empreendedores e facilitadores socioculturais de Portugal e Espanha com o objetivo de promover e apresentar projetos e iniciativas empreendedoras portuguesas e espanholas de destaque nas áreas da cultura, do desenvolvimento comunitário e do bem-estar, que sejam relevantes e representativas nas respetivas regiões.
O encontro pretende promover a cooperação luso-espanhola e fortalecer o papel do empreendedorismo sociocultural no desenvolvimento comunitário e no bem-estar.
🎤 Participação da Baulas
A Baulas terá a honra de estar presente neste primeiro Encontro. Esta participação destaca a presença da Baulas no encontro como moderadora de um dos painéis, contribuindo para a dinamização do debate e para a partilha de perspetivas no âmbito do empreendedorismo sociocultural e da cooperação entre Portugal e Espanha.
📍 Informação do evento
Data: 17 de abril de 2026
Local: Salamanca
Auditório do Centro Cultural Julián Schez (CMI). “El Charro”
Organização: Rotary Club Salamanca.
Público-alvo: Os intervenientes sociais e culturais de Portugal e Espanha, incluindo os dos sectores empresarial, académico e profissional (empreendedores e facilitadores socioculturais, gestores culturais, agentes de desenvolvimento rural e comunitário, profissionais de saúde, educadores, assistentes sociais, etc.), bem como os das associações e do Terceiro Sector (ONG, fundações, associações e empresas de Economia Social).
🎯 Objetivos do encontro
O encontro tem como principais objetivos:
- Partilhar boas práticas em empreendedorismo sociocultural, desenvolvimento comunitário e saúde mental no âmbito interterritorial hispano-português.
- Proporcionar um ponto de encontro para os sectores do empreendedorismo social, cultural e empresarial, com vista à troca de modelos de intervenção e de boas práticas em benefício da comunidade.
- Apresentação de projetos resultantes da cooperação hispano-portuguesa no domínio do empreendedorismo sociocultural.
🚶♂️➡️Participantes
O encontro contará com a presença de investigadores, professores, empreendedores socioculturais e profissionais do setor social e cultural de Portugal e Espanha, promovendo um espaço de partilha e cooperação internacional.
Este encontro representa assim uma oportunidade importante para fortalecer a cooperação luso-espanhola e promover o empreendedorismo sociocultural como motor de desenvolvimento territorial, inovação social e participação comunitária.
A participação da Baulas como moderadora contribuirá para a dinamização do debate e para a promoção do diálogo entre profissionais dos dois países
PATROCINADORES: Caja Rural Salamanca. Globalia Artes Gráficas. Mediadora de seguros FINSA.
COLABORADORES: Salamanca Al Dia RTV. Intervenção. Politécnico da Guarda. Associação Albahonda.
📝 Informações e inscrições:
Informações e inscrição: https://iberactiva.com/ | Mail para contacto: info@iberactiva.com
📖Gramática - Expressões de objetivo: Formas de indicar o propósito de uma ação. Respondem à pergunta para quê? e são muito comuns em textos académicos e institucionais. - para + infinitivo (usado frequentemente - b1/b2) - com o objetivo de + infinitivo (institucional - b2/c1) - com o intuito de + infinitivo (formal c1/c2) - a fim de + infinitivo (académico c1/c2) ℹ️Informação extra
📚Programa do Encontro
MANHÃ
9:00h. Receção dos Participantes.
9:30h. Sessão de Abertura (Organização e Autoridades).
10:00h Conferência Inaugural: O Concurso “Somos Todos Um”: uma iniciativa sociocultural inovadora para Castela e Leão. Sua Excelência o Sr. Enrique Cabero, Presidente da CESCYL.
10h30 Painel sobre Boas Práticas em Empreendedorismo Sociocultural em Espanha:
Apresentação e Moderação: Prof. Doutor Víctor J. Ventosa Pérez, Coordenador do IBERACIVA
– A Feira de Teatro de Castela e Leão ou como revitalizar uma região através da cultura: Manuel González, Diretor da Feira de Teatro de Castela e Leão, Civitas Animación Teatral.
– Empreendedorismo Rural na Província de Salamanca: ADRECAG.
– Fundaneed: Musicoterapia e Saúde Mental da Criança e do Adolescente. Camila Adarve.
– Saúde Mental Salamanca. Carlos Rodríguez Martínez: Atividades de lazer e socioculturais na AFEMC.
12:00h. Pausa-café.
12:30h. Mesa-redonda: Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Iniciativas em destaque. Apresentação e moderação: Rotary Club Salamanca.
YMCA: Voluntariado corporativo, responsabilidade em ação. Hakuna Causa, uma iniciativa de solidariedade. Mª Teresa Garzón. FINSA: Importância social do Consórcio de Compensação de Seguros. Luis Valdés, Gestor e Chefe de Conformidade Regulamentar.
14:00h. Almoço em honra da fraternidade hispano-portuguesa. Restaurante Orquídea.
TARDE:
16:00h. Painel sobre as boas práticas de empreendedorismo sociocultural em Portugal:
Apresentação e moderação: Bárbara Mateiro, Baaulas.
–Contributos da Associação Intervenção para o desenvolvimento cultural e territorial português. O Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes, Presidente da Intervenção APDC.
-A importância da formação de facilitadores socioculturais no desenvolvimento territorial. Prof. ª Doutora Ana Lopes e Prof. ª Doutora Rosa Branca Tracana, ESECD do Politécnico da Guarda.
–Teatro, artesanato e património cultural como pilares do empreendedorismo sociocultural. Doutor José Dantas Lima, Cenógrafo e Encenador.
-A animação musical como recurso para o desenvolvimento sociocultural e comunitário. Luís Carvalho, Músico e Investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
-Formação de facilitadores socioculturais no Ensino Profissional: O caso do IGEP, Instituto de Gouveia Escola Profissional. O Prof. João Nascimento.
17:30h. Pausa.
18:00h. Apresentação e menção de iniciativas socioculturais na cooperação hispano-portuguesa: AJB de Salamanca – Licenciatura em Animação Sociocultural do Instituto Politécnico da Guarda.
18:30h.: Apresentação de encerramento do teatro musical “Histórias à Luz das Estrelas”, obra original de Víctor J. Ventosa, com direção da professora Marisa Teixeira e interpretação do grupo de estudantes de Animação Sociocultural da ESEC do Instituto Politécnico da Guarda.
👁️Nota importante: Artigo escrito pelo Dr. Victor J. Ventosa Pérez (vventosap@gmail.com/ http://www.victorventosa.es) em colaboração com Bárbara M. da Baulas.
